Aids

Preconceito, mitos, desconhecimento e muitas dúvidas rondam o tema HIV/Aids desde a descoberta do primeiro caso da doença. Há quem ainda acredite que é possível pegar Aids por uma picada de mosquito ou por um beijo. Consultada pelo portal Bemviver sobre os mitos criados em torno do HIV positivo e da Aids, a psicóloga e especialista em Gestão de Política de Saúde do SUS, com ênfase em Aids, pela UFMA e Ministério da Saúde/PN-DST/HIVAIDS, Carla Glenda Souza da Silva, lembrou que deve-se ter em mente que caso de HIV positivo, não necessariamente significa caso de Aids, ou seja, pessoa vivendo com Aids e apresentando clínica sugestiva da doença ou mesmo em início de tratamento.

“O fato de ter HIV não significa que entrará no sistema de notificação de agravos, para tanto, é necessário que a pessoa preencha critérios para ser definida enquanto caso de Aids, seja adulto ou criança”, diz a especialista que desde 1999 atua como consultora em programas DST/Aids. Segundo parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil a prevalência da infecção pelo HIV é de 0,61% entre a população de 15 a 49 anos, sendo 0,42% entre as mulheres e 0,80% entre os homens. Estima-se que cerca de 593 mil pessoas vivam com HIV ou Aids.

“Embora os homens sejam o maior número notificado, as mulheres têm sido cada vez mais infectadas, chamando atenção para as mulheres entre 50 a 64 anos de idade”, alerta a psicóloga. Segundo os dados, a maior parte dos infectados tem entre um e 11 anos de estudo, podendo estar em classe sócio-econômica de baixo a médio nível. Mas, o virus circula também entre pessoas de nível superior, com condição sócio-econômica mais confortável.

“Chamo atenção também para as mulheres maduras e idosas, mas o homem não deve e nem pode ser esquecido, enquanto foco da prevenção, tendo em vista que a cultura e educação que recebemos interfere diretamente nos comportamentos e hábitos sexuais do brasileiro, em especial do potiguar”. Embora, se tenha hoje as tecnologias de informações mais avançadas, ainda existem pessoas que acreditam que podem pegar HIV por picada de mosquito; por compartilhamento de objetos como copos, talheres, toalhas etc.; beijos e abraços em pessoas infectadas pelo vírus.

“O que não devemos perder de vista são as oportunidades de transformar conhecimento em prática, e permitir que as pessoas reflitam quanto à importância da adoção de atitudes e hábitos sexuais mais saudáveis”, diz a psicóloga. “Devemos lembrar que muitas pessoas podem estar infectadas pelo vírus HIV e ainda não ter conhecimento quanto à sua sorologia. E ainda, segundo dados do MS, é possível uma pessoa viva com HIV por vários anos sem apresentar clínica compatível com a doença Aids”. Quanto à prevenção para idosos, o desafio é é inserir na vida sexual dessas pessoas o preservativo como um método que pode proporcionar prazer e proteção e não como um instrumento que limite o contato sexual entre as pessoas.

NÚMEROS DA INFECÇÃO

O Brasil tem 592.914 casos registrados de aids

20,1 casos por 100 mil habitantes é a taxa de incidência no Brasil

NO RIO GRANDE DO NORTE

3.708 pessoas convivem com Aids

697 potiguares com a doença morreram nos últimos dez anos vítimas de complicações

9,1 por 100 mil habitantes era a taxa de incidência da epidemia em 2000. Agora é de 14,3 epor 100 mil habitantes

Fonte: SINAN – Sistema de Notificação de Agravos Nacionais

Conheça os MITOS E VERDADES

Suor e lágrimas de pessoas HIV/Aids transmitem a doença. É MITO!

Verdade: suor e lágrimas não são consideradas situações de risco para infecção pelo HIV. A situação de risco se caracteriza pela exposição do indivíduo a circunstâncias que possam causar danos à sua saúde. O sexo sem camisinha com parceiro eventual ou não e o uso de seringas e agulhas não-descartáveis são situações de risco, pois implicam possibilidade de se contrair doenças, como as DST e a Aids.

Somente pessoas que têm múltiplos parceiros têm risco para infecção por DST/Aids. É MITO!

Verdade: Todas as pessoas que têm vida sexual ativa podem se colocar em situações de vulnerabilidade para infecção por HIV e outras DST. Segundo o PN-DST/HIV/Aids, no caso das DST/aids, as ações de prevenção devem estar baseadas nos seguintes parâmetros:

  • O uso consistente da camisinha é o meio mais seguro de se prevenir contra o HIV/Aids e contra outras DST;
  • Seringas e agulhas não devem ser compartilhadas;
  • Toda gestante deve ser orientada a fazer o teste do vírus da Aids (o HIV) e, em caso de resultado positivo, ser orientada sobre os seus direitos e os de sua criança, sobre a importância de receber os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde, antes, durante e após o parto, para controlar a doença e prevenir a transmissão do HIV para o seu filho;
  • Todo cidadão tem direito ao acesso gratuito aos anti-retrovirais. A boa adesão ao tratamento é condição indispensável para a prevenção e controle da doença, com efeitos positivos diretos na vida da pessoa com HIV/aids.

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